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A Tenda das Crianças vai acontecer durante os dias de Flip Preta no Quilombo do Campinho



Música, oficinas, teatro de bonecos, lançamento de livros, contação de histórias e um espaço de mediação de leituras. Tudo isso fará parte da programação da Flip Preta direcionada às crianças de todas as idades. Confira abaixo toda a diversidade das atividades que serão realizadas na Tenda das Crianças, focadas no protagonismo negro e no fortalecimento das identidades negras das nossas crianças.


Coleção Lendas e Deuses da África

Programação Infantil

Quinta-feira - 11 de julho

15h às 18h - Oficina de Confecção de bonecas Abayomi com a percussionista, contadora de histórias e artesã Bethânia Souza


sexta-feira - 12 de julho

15h às 18h - Bumba meu Boi Bumbá - Grupo Mamulengo de Si Mesmo


sábado - dia 13 de julho

11h às 12h - Carlos Carvalho e Xavier: Contação de História e roda de conversa com o autor"


13h às 15h - Bate papo com crianças e adolescentes sobre literatura negra e a importância de ter uma editora com esse foco, com Fernanda Bastos e Luiz Mauricio Azevedo da editora Figura de Linguagem.


18h Roda de Conversa com Mauricio Pestana e Lançamento de sua Coleção “Lendas e Deuses da Africa"


domingo - dia 14 de julho

10h às 12h Contação de histórias negras com Sinara Rúbia


12h às 13h Lançamento do livro "Alafiá, A Princesa Guerreira”


*Projeto Livro a Janela da Alma - acervo de literatura infantil e infanto-juvenil focado no protagonismo negro fará parte da tenda das crianças


Sobre a Flip Preta

Flip Preta é uma realização da AMOQC - Associação de Moradores do Quilombo do Campinho que acontece pela primeira vez em julho 2019.

Originada de um sonho antigo da comunidade, a realização desse projeto se concretiza no com a finalidade de marcar a luta e a resistência deste povo negro e quilombola do Campinho, através da literatura que nasce da oralidade e da troca de saberes.

Reunimos aqui escritoras e escritores, poetas, músicos, artistas, rappers, mestras e

mestres griôs e mestras e mestres da cultura popular em um encontro que transcende a literatura e suas dimensões nesse território chamado quilombo.



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O lançamento do livro Teatro das Oprimidas: estéticas feministas para poéticas políticas”, da Editora Casa Philos, 2019, apresenta a história do surgimento e da expansão da Rede Ma(g)dalena Internacional, de artistas-ativistas da América Latina, Europa, África e Ásia. A rede foi e segue sendo impulsionada pelo desenvolvimento do Teatro das Oprimidas, metodologia teatral de perspectiva feminista. A obra será lançada no domingo da Flip Preta, às 10h30 da manhã.


Antes do lançamento a autora irá apresentar a performance Travessia, uma performance solo de Bárbara Santos sobre o desafio estético de encontrar-se ao atravessar-se. Sobre a dificuldade de percorrer memórias de histórias mal contadas ou ocultadas. Sobre a dor de perceber onde se alojam e se perpetuam correntes concretas e alegóricas que aprisionam o corpo colonizado que abriga a alma subjugada. Sobre o risco de reconhecer e de enfrentar amarras objetivas que constituem a subjetividade de um si mesma que previne a experiência plena de se ser. A performance se materializa no ato mesmo de atravessar o corpo colonizado para descobrir e libertar o corpo político.


Sobre o livro:

As protagonistas dessa obra são ativistas que, como praticantes e integrantes do movimento internacional de Teatro do Oprimido, a partir de seus lugares de existência e de resistência, decidiram implementar estratégias antipatriarcais na práxis do método. O livro brinda leitores e leitoras com um vasto arsenal de exercícios, jogos e técnicas inovadoras, trazendo exemplos práticos de aplicação da metodologia e de atuação articulada em rede.


A autora analisa os problemas enfrentados e os avanços políticos e metodológicos de uma década de atuação, destacando as questões que seguem desafiando o Teatro das Oprimidas, uma experiência estética que visa a investigação e a superação das opressões enfrentadas pelas pessoas que são socialmente percebidas como mulheres.


Saiba mais sobre a autora:

Bárbara Santos é uma das idealizadoras e principal difusora do Teatro das Oprimidas. A autora é fundadora e referente artístico-metodológica da Rede Ma(g)dalena Internacional, composta por grupos feministas da América Latina, Europa, África e Ásia. No Brasil, atua como consultora do Centro de Teatro do Oprimido, editora da revista METAXIS e como diretora artística do grupo Cor do Brasil e do Coletivo Madalena-Anastácia. Bárbara tem 29 anos de experiência ininterrupta com o Teatro do Oprimido, em mais de 40 países. É autora de “Teatro do Oprimido, Raízes e Asas: uma teoria da práxis”, lançado em português, 2016, em espanhol, 2017, em italiano, 2018 e em inglês, 2019. O segundo livro da autora “Percursos Estéticos: abordagens originais sobre o Teatro do Oprimido” foi lançado em português, 2018. Bárbara Santos vive na Alemanha desde 2009, onde é diretora artística de KURINGA – espaço para o Teatro do Oprimido em Berlim e do grupo Madalena-Berlim. Idealizadora e coordenadora do Programa KURINGA de Qualificação em Teatro do Oprimido, que teve avaliação externa da Universidade de Bologna, integra a ITI Alemanha (International Theatre Institute of UNESCO). Como autora e diretora, tem se destacado por produções artísticas que abordam temas contextuais (capitalismo, racismo, machismo, migração, etc.) e pela pesquisa de formatos coletivos para a intervenção da plateia no Teatro Fórum. Como atriz, fez Filomena, no filme “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, de Karim Aïnouz, ganhador do Grand Prix, melhor filme, da mostra Un Certain Regard, do Festival de Cannes, de 2019. Como performer, em Travessia, investiga a conversão do corpo cênico em corpo político.

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Gê de Lima é um dos frutos talentosos do Grajaú, periferia da zona sul de São Paulo. O ator, cantor e compositor vem crescendo como referência de empoderamento negro e LGBT e isso se confirma com seus últimos clipes lançados, “Fotografia”, “Acaso”, “Textura” e “Estaremos Lá” todos com o protagonismo voltado para a diversidade. Versátil, o artista passeia por diversos gêneros musicais, atualmente circula com dois show distintos, um no seguimento R&B e pop e o outro é o "A Voz e o Tambor". O espetáculo traz na sua essência musical elementos da nossa ancestralidade e da nossa história enquanto povo preto, na busca de re-significar a imagem do corpo negro nas artes e na música.


Acompanhando por atabaques, congas e ilus, Gê de Lima performa canções autorais que nos levam a lugares que nos aproximam da nossa identidade cultural e musical.

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